CUKIER, Rosa. Sobrevivência emocional: as dores da infância revividas no drama adulto. Editora Agora, 1998.

05/09/2020

p. 10 Zerka Moreno - psicoterapia é o ato de cuidar da criança machucada que cada um carrega dentro de si. Mesmo processo de reconstrução da auto-estima
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a importância das primeiras relações de dependência na vida emocional de um ser humano e a possibilidade terapêutica de se reparentalizar a criança ferida dentro do adulto. 
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OBJETIVO - tornar responsáveis pelo comportamento atual, compreendendo as distorções e os impactos das experiências precoces da infância na sua vida.
ENTENDEREM como os pacientes fizeram consigo mesmo como resultado das relações que viveram
AS APRENDIZAGENS E DECISÕES frente a situações traumáticas, estressantes e desconfirmadores limitam a percepção das escolha na vida adulta
AJUDA a desenvolver mais maturidade e descobrir formas de resolver problemas, surgindo novos sentimentos, pensamentos e comportamentos.
p. 24 a submissão forçada gera sentimentos de vergonha, humilhação e inferioridade que jamais serão esquecidos, a criança faz um pacto de vingança ou de resgate da dignidade perdida....porém quem abusa do poder que tem, impinge humilhação e vergonha aos outros é o próprio paciente.
p. 25 a criança nasce com necessidades físicas e emocionais (poder contar com o outro), como as necessidades físicas são atendidas? 
p. 26 A relação que estabelecemos com os nossos primeiros cuidadores refletirá sobre as nossas expectativas de relacionamento com o mundo
p. 26 O amor, o respeito e a confiança (auto-estima) que um individuo sente por si mesmo espelham como foram suas primeiras relações estruturadora e prognosticam como serão suas relações com o mundo.
p. 28 a criança é valorizável não nasce com auto-estima, absorve esse valor de fora para dentro de acordo com a estima e dedicação que seus pais tem por ela.
p. 29 A frustração gradual de algumas necessidades faz com que perceba que o outro não é parte dela. deixar expressão emoção ´de raiva é importante, para não voltar contra si próprio com atitudes autodestrutivas.
p. 30 a criança é imperfeita
p. 31 o que ensinar a crianças:
- sentir-se preciosa, importante até obter a sua autonomia
- dediquem tempo e atenção para poder ajudá-la a definir seus próprios limites e como lidar com a realidade
- permitir que elas expressem seus impulsos agressivos e hostis, sem se destruir e sem destruir sua auto-estima
permita que ela ganhe autonomia ao crescer
sejam coerentes, consistentes 
- saibam admitir os serros e pedir desculpas
sem sentir-se inferiores

p. 32 pode ser considerado abuso não proteger uma criança e não a ajudar a se desenvolver. = deve ser respeitado a hierarquia da relação pais-filhos
p. 33 pais que batem em filhos apanharam quando criança (Kreiman 1989)
p. 35 na tentativa de esconder a realidade do abandono e desvalia, a criança nega ou substituí sus emoções ciando uma forma alternativa - falso self- surge pela vergonha e o desamparo - embora o papel seja proteger a criança (mecanismos de defesa) tenta conseguir satisfação da necessidade negligenciada (chamando a atenção).
p. 36 Compulsão a repetição - como adultos buscamos a satisfação das nossas necessidades infantis e o resgate da nossa dignididade ferida.
P. 38 Através do psicodrama é possível dar voz a criança ferida, deixa de culpar os outros e assume a responsabilidades por suas dificuldades
p. 51 o narcisimo primário no desenvolvimento humano se caracteriza pela onipotência de pensamento, superestimação do próprio poder e técnicas mágicas para lidar com o mundo exterior. Não há clivagem entre o sujeito e o mundo exterior
p. 53 Para Horney o narcismo seria uma alienação de si mesmo, com uma ilusão de grandiosidade no lugar de um vazio, de uma ferida Winicott desenvolve o conceito de self verdadeiro e falso self 
Humilhação na infância, falta de confirmação e de cuidado por parte dos pais, lutas de poder na família, sedução por parte de algum adulto significativo estrutura o caráter narcisista.
p. 57 o papel é remanescente de alguma relação em nossas vidas e que os diferentes papeis constituem expressões de nossa identidade.
p. 58 o papel possui 5 componentes:
- contexto
comportamento
crenças
sentimento
consequências
p. 62 sempre que o Eu sente-se valorizado por outrem, gratuitamente, ou por algo que tenha feito, seu valor intrínseco e sua auto-estima melhoram; o contrário também é verdadeiro e a pessoa sente-se desvalorizada quando não recebe toda a atenção que deseja.

fases do desenvolvimento narcísico

- a criança sente-se incondicionalmente desejada pelos pais - não teme perder a mãe

- a criança quer ser incondicionalmente desejada - início do reconhecimento da existência do outro

- a criança deseja ter preferência absoluta e teme o menosprezo -existem outros que disputam essa atenção (inveja e ciumes)

- a criança deseja ter preferencia parcial - aceita dividir a mãe, sem ser menos amada por ela.

p. 65 a criança negligenciada pelos pais, humilhada ou vitima de abusos cresce desejando não ter seus sentimentos, não querendo nada dos outros, auto-inflando sua capacidade de autonomia e buscando conquistar uma imagem de poder. Ser temido, admirado, invejado são os substitutos do desejo básico de ser amado e respeitado, que jamais foi alcançado.

p. 68 cena nuclear = relacionamento para o qual o paciente estruturou um tipo de resposta defensiva que se revelou útil para a ocasião, mas que cria dificuldades atuais. Normalmente ocorrida antes dos 8 anos, ato de negligência ou abuso, que gera vergonha, raiva e impotência.

Locus, Status Nascendi e Matriz - o que precisa ser trabalhado, o lugar ou condições existentes quando o problema surgiu, o momento em que ocorreu e a resposta que foi criada, assim é possível ajudar o paciente a criar uma resposta nova.

p. 70 quais as promessas de vingança ou necessárias para o resgate da dignidade perdida? quais as necessidades atuais do paciente e quais eram as necessidades do paciente na sua infância? Será que a resposta criada enquanto criança resolve as necessidades atuais?